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    Home»Economia»Estados querem aumentar ICMS de produtos importados até US$ 50 de 17% para 25%
    Economia

    Estados querem aumentar ICMS de produtos importados até US$ 50 de 17% para 25%

    Eita GotaBy Eita Gotamarço 11, 2024
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    Ícone Notícias

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    Os 26 estados e o Distrito Federal vão discutir nesta semana a possibilidade de se aumentar o ICMS sobre a compra de produtos importados até US$ 50 dos atuais 17% para 25%. O reajuste ocorre nove meses depois do tributo ter sido igualado em todo o país a pedido do setor produtivo, já que a cobrança sempre existiu com diferentes alíquotas.

    No entanto, desde que o governo implantou o programa Remessa Conforme, que estabeleceu diretrizes para a importação de produtos até US$ 50 adquiridos pela internet, as indústrias brasileiras passaram a criticar fortemente alegando concorrência desleal. Há uma discussão para se retomar o imposto de importação, mas ainda sem previsão de encaminhamento.

    Até que haja uma decisão do governo sobre isso, os estados partiram para aumentar a alíquota do ICMS a pedido das indústrias, que vai ser discutido em uma reunião de secretários de Fazenda nesta quarta (13). Segundo Carlos Eduardo Xavier, presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), o objetivo agora é igualar os tributos cobrados pelas compras estrangeiras ao que a indústria brasileira paga ao governo – que podem chegar a 22% dependendo do estado.

    “A ideia é novamente unificar essa alíquota num valor que seja igual para todos os estados na casa de 25%. Isso vai, além de trazer mais arrecadação para os estados, vai trazer também uma igualdade competitiva entre as mercadorias produzidas dentro do Brasil e essas que são adquiridas fora do Brasil nessas plataformas digitais”, disse em entrevista à GloboNews na manhã desta segunda (11).

    O aumento da tributação de compras feitas em plataformas digitais se tornou um pedido frequente do setor produtivo ao governo e chegou a um ápice no início deste ano quando as confederações nacionais da Indústria (CNI) e do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a isenção do imposto de importação para bens de pequeno valor destinados a pessoas físicas.

    Xavier explica que se fosse adotado o caminho
    inverso, de reduzir a carga tributária para a indústria igualando com a cobrada
    dos importados, poderia colocar em risco a geração e manutenção dos empregos no
    país. E também afetaria a continuidade de políticas públicas dos próprios
    estados, como “educação, saúde e segurança, por exemplo”.

    “É uma discussão que tem muito mais a ver com a
    geração e a manutenção de empregos do que com a arrecadação. […] É através do
    tributo que os estados, a União e os municípios cumprem com as suas obrigações
    e prestam serviços públicos para a sociedade. Essa discussão não pode ser feita
    pela metade, o tamanho do tributo define o tamanho do Estado”, ressaltou.

    O reajuste do ICMS cobrado sobre as compras importadas até US$ 50 dos atuais 17% para 25%, se aprovado, precisará ser regulamentado até setembro para entrar em vigor apenas no começo de 2025.

    Por outro lado, dentro do próprio governo há a discussão da retomada do imposto de importação, sendo que o próprio vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) já se mostrou a favor. Em novembro do ano passado, ele afirmou que a implantação do programa Remessa Conforme e a aplicação do ICMS igual para todos os estados foram o primeiro passo.

    “Eu defendo o quê? Liberdade concorrencial.
    (…) Mas não há uma decisão tomada a esse respeito”, disse na época ele que
    também atua também como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
    Serviços (MDIC).

    Já o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, confirmou que há discussões internas, mas que o tema “é controverso no governo e no Congresso” e que uma decisão sobre isso só será tomada caso haja um “amadurecimento”. A possibilidade de retomar o imposto de importação também ocorre no momento em que o governo tenta manter a meta de zerar o rombo nas contas públicas deste ano, necessitando de mais arrecadação.

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    Fonte: Notícias ao Minuto

    até aumentar Estados ICMS importados para produtos querem
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