Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Eita Gota
    • Home
    • Brasil
    • Economia
    • Esportes
    • Mundo
    • Política
    • Ver Mais
      • Nordeste
    • Alimentação e Saúde
    Eita Gota
    Home»Culinária»Solos vulcânicos e ‘Pelé’ dos vinhos são aposta de nova vinícola paulista – 14/05/2024 – Isabelle Moreira Lima
    Culinária

    Solos vulcânicos e ‘Pelé’ dos vinhos são aposta de nova vinícola paulista – 14/05/2024 – Isabelle Moreira Lima

    Eita GotaBy Eita Gotamaio 14, 2024
    WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Email

    [ad_1]


    Um brasileiro, um chileno, um italiano e um francês entram num bar. Quer dizer, numa vinícola. Não, não vou contar uma piada, mas a história de um projeto tão pequeno quanto ambicioso, que tem como objetivo fazer grandes vinhos em um terroir que ninguém conhece —até agora.

    A história começa com o advogado brasileiro Pedro Testa, que, junto à mulher, Tessa Vieira, resolve comprar umas terras no Vale da Grama, no interior de São Paulo. A ideia deles é criar gado, mas logo fica claro que estão fazendo besteira, já que os vizinhos ganham prêmios com seus produtos agrícolas de primeiríssima qualidade, café e azeite especialmente.

    Depois de provar um vinho paulista no aniversário de um amigo, um tinto produzido a 90 quilômetros de suas novas terras, o casal decide por um novo caminho para seu negócio, apesar de não conhecer ninguém ali na região apostando em uvas.


    Era 2017, quando a expansão das fronteiras do vinho brasileiro para o Sudeste era assunto quente e as primeiras garrafas chegavam ao mercado. Resumindo a história para quem ainda não a conhece: tudo isso aconteceu graças a uma nova técnica desenvolvida por um brasileiro, o engenheiro agrônomo Murillo de Albuquerque Regina, que altera o ciclo das vinhas. Nas regiões mais tradicionais de produção de vinhos, a colheita das uvas é invariavelmente feita no verão. No Sudeste brasileiro, porém, essa estação tem chuvas muito intensas, que podem diluir sabores e aromas das frutas. A técnica da poda invertida permite que a colheita seja feita no inverno, quando o Sudeste tem dias quentes e noites frias. Com isso, as uvas têm a maturação ideal com o sol e o calor do dia e mantêm a acidez com o frescor da noite.

    Essa técnica expandiu a fronteira de produção brasileira para além do Sul, indo para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e até o sul da Bahia, na Chapada Diamantina. E, em todas as regiões, a variedade que se deu melhor foi a syrah.


    Animado com a nova perspectiva, Testa não hesitou em procurar Murilo Regina e adotar a poda invertida, mas bateu o pé sobre uma coisa: a despeito das recomendações pela uva do rhône, queria investir nas tintas de Bordeaux —merlot, cabernet sauvignon, cabernet franc entre as tintas; sauvignon blanc e semillon, entre as brancas.

    Quando enfim tinha tudo plantado e os vinhedos em formação, Testa encontra o chileno da história. Era o enólogo Christian Sepúlveda, que havia trabalhado na Guaspari, em Espírito Santo do Pinhal, e então prestava consultoria a outras vinícolas que adotavam a técnica da poda invertida. Ele olhou a propriedade do brasileiro e desdenhou: “Isso é apenas paisagismo!”. Para o especialista, terra boa mesmo era a que estava ao lado da Fazenda Santa Maria, que não estava à venda.

    Todas

    Discussões, notícias e reflexões pensadas para mulheres


    Como diz outra piada, para virar milionário basta começar bilionário e comprar uma vinícola. Testa, que já tinha chegado ao limite das possibilidades de investimento, dobrou a aposta e conseguiu comprar as terras ao lado, onde fica um paredão de granito. Hoje tem sete hectares de videiras plantadas entre 950 metros e 1.000 metros de altitude, o que já é bastante interessante para a viticultura (para se ter uma ideia, o vinhedo Adrianna, considerado o “grand cru” da Catena Zapata, está situado a uma altitude de 1.500 metros no Vale de Uco, em Mendoza).

    Mais que isso, chama a atenção o solo do lugar. A região, que abrange 11 municípios paulistas e mineiros, está na zona central de um maciço vulcânico que esteve em atividade há mais de 100 milhões de anos. Para o vinho, “terra vulcânica” é senha para algo interessante, como nos atestam os sicilianos da região do Etna, um “must” no mundo do vinho hoje. Esse tipo de solo oferece mais minerais e excelente drenagem para as raízes das vinhas.

    Testa ainda conseguiria se aliar a duas figuras de peso: passou a receber consultoria do italiano Massimo Leoncini, sommelier experiente que já passou pelo três estrelas Michelin Enoteca Pinchiorri, grupo Fasano, Grand Cru e é chefe de bebidas do grupo St. Marché, e de Pierre Lurton, presidente do conselho de administração do Château Cheval Blanc e presidente do Château d’Yquem, algumas das marcas mais prestigiosas do vinho de Bordeaux.


    O francês, que é apontado pelo mercado como o grande trunfo da nova vinícola, tem ajudado Testa a chegar aos blends ideais, num tour de force que proporciona sessões de teste e degustação que entram madrugada adentro e recomeçam ainda pela manhã. “Tem um enorme nível de detalhe para chegar a isso”, diz Testa em referência ao Casa Tés, seu primeiro vinho, um corte de cabernet franc (75%) e merlot (25%). “O cara é o Pelé. Eu vi o Pelé jogando.”

    Mas, se para completar a piada ainda faltava um americano, é dos EUA que vem o sistema de alocação, muito comum na Califórnia, que a vinícola adotou para vender seus vinhos, que têm produção limitada (5.000 garrafas por enquanto, e não deve subir demais). Se o preço não for um impeditivo, a ideia é cadastrar nome e email e esperar receber informações e o aviso de que a compra está liberada. São poucos os restaurantes em São Paulo e no Rio que vendem os rótulos. “Eu não sei fazer esse negócio grande”, diz Testa.

    Hoje, há três rótulos: o vinho de entrada branco Grama Sauvignon Blanc 2024, que traz certa tropicalidade nas notas (maracujá), mas com um acento floral também e um corpo surpreendente para a variedade, sai a R$ 250; o Grama tinto, que na safra 2024 vem num mix de 45% de cabernet sauvignon, 45% de syrah e 10% merlot, é fácil e frutado e vendido a R$ 340; e o Casa Tés, o principal, que mostra bom potencial e muito mais complexidade, custa R$ 520.

    Vai uma taça? Outros vinhos interessantes feitos com a técnica da poda invertida são o tinto Syrah Dom de Minas, do Luiz Porto (R$ 104), que traz uma boa pimenta preta típica da variedade; o premiado Sacramento Sabina Syrah Rosé (R$ 132), que tem uma acidez viva e muita elegância, além de uma cor linda; e o espumante Casa Verrone Brut (R$ 89), que é leve, fresco e perfeito para tomar num dia quente, até sem comida.

    [ad_2]

    Fonte: Folha de São Paulo

    aposta bebida alcoólica dos folha Isabelle Lima Moreira nova paulista Pelé são Solos Vinho vinhos Vinícola vinícolas vulcânicos
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegram Reddit Email
    Previous ArticleBanco do Brics vai destinar R$ 5,7 bilhões ao Rio Grande do Sul
    Next Article Banco Central baixa taxa Selic para 10,5% ao ano

    Related Posts

    Em 20% dos municípios do Brasil, alunos do 5º ano da rede pública não sabem somar moedas de R$ 0,50 ou converter 1 hora em minutos | Educação

    agosto 14, 2024

    Pratos para dividir são a nova aposta dos restaurantes – 14/08/2024 – Restaurantes

    agosto 14, 2024

    Café puxa alta da Nestlé, que busca Brasil por meta de CO2 – 14/08/2024 – Café na Prensa

    agosto 14, 2024

    Pizza de larva de besouro faz Brasil campeão das comidas nojentas – 13/08/2024 – Cozinha Bruta

    agosto 13, 2024

    Le Cordon Bleu harmoniza hambúrgueres e cervejas em evento – 13/08/2024 – Restaurantes

    agosto 13, 2024

    Sopa francesa de cebola é refeição revigorante para noites frias – 12/08/2024 – Receitas do Marcão

    agosto 12, 2024
    Últimas Notícias

    Eleições 2024 em Macaé (RJ): veja os candidatos a prefeito e a vereador

    agosto 17, 2024

    Fies: CGU aplica primeira pena a instituição de ensino envolvida em esquema de fraude

    agosto 15, 2024

    Processos envolvendo Fies triplicaram de 2022 para 2023: ‘minha mãe vendeu uma casa de R$ 350 mil para eu cursar medicina’ | Educação

    agosto 15, 2024

    VÍDEO: Conheça o maior circuito de tirolesas da América Latina que chega a 400m de altura e até 120 km/h no ES | Norte e Noroeste – ES

    agosto 15, 2024
    Eita Gota

    Eita Gota é um Portal de Notícias com conteúdo diferenciado para os mais variados públicos. Qualidade da informação e notícias populares. Conta com Classificados e um Guia Comercial cheio de recursos.

    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    © 2026 Eita Gota | Todos os direitos reservados. | Desenvolvido por Network F5

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.