Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Eita Gota
    • Home
    • Brasil
    • Economia
    • Esportes
    • Mundo
    • Política
    • Ver Mais
      • Nordeste
    • Alimentação e Saúde
    Eita Gota
    Home»Economia»Haddad compartilha artigo sobre contas públicas e esquerda reage
    Economia

    Haddad compartilha artigo sobre contas públicas e esquerda reage

    Eita GotaBy Eita Gotamaio 10, 2024
    WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Email
    Esquerda não gostou de “solução” para o rombo compartilhada por Haddad; o que diz o texto

    [ad_1]

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, provocou reações da esquerda e de apoiadores do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após recomendar, em sua conta na rede social X, a leitura de um artigo do economista Bráulio Borges, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV).

    No texto, publicado no Observatório de Política Fiscal da FGV, Borges trata da recente trajetória das contas públicas, demonstrando as dificuldades do ajuste fiscal, especialmente após a revisão da meta para 2025, e propõe soluções para fechar o rombo das contas públicas e estabilizar a dívida.

    “Essa mudança relevante e prematura das metas fiscais denota um certo esgarçamento da estratégia de consolidação fiscal colocada em prática pelo atual governo”, escreve o autor. O pano de fundo da análise é a sustentabilidade entre receitas e despesas da União para a estabilização da dívida pública, que já está em nível “bastante desonfortável”, segundo ele.

    O texto chama atenção por demonstrar as fragilidades e inconsistências do novo arcabouço fiscal (NAF) proposto pelo próprio Haddad, especialmente em temas tabu para o governo, como a vinculação dos benefícios previdenciários à política de valorização real do salário mínimo e os mínimos constitucionais de saúde e educação, atrelados às receitas do governo.

    Baseado no aumento da arrecadação, o arcabouço fiscal busca limitar o aumento real das despesas da União entre 0,6% e 2,5% ao ano. Mas, em 2024, só o aumento real do piso salarial foi de 3%. E cada real adicionado ao mínimo custa R$ 391,8 milhões extras ao Orçamento federal. É uma conta que não fecha.

    “Do lado do gasto com o RGPS [Regime Geral de Previdência Social], um elemento crucial para conter sua expansão seria a desvinculação do piso previdenciário (e mesmo de outros benefícios assistenciais, como o BPC) do salário mínimo nacional”, escreve Borges. “As aposentadorias e pensões deveriam ser reajustadas apenas pela inflação, mantendo o poder de compra ao longo do tempo.”

    Sobre os mínimos constitucionais de saúde e educação, o autor defende uma vinculação a pisos reais de gasto per capita conforme o público-alvo. No caso da saúde, a população total, e na educação, os gastos por aluno. Esses percentuais poderiam ser crescentes ao longo do tempo, diz.

    Artigo sobre contas públicas e postagem de Haddad foram mal recebidos pela esquerda

    Pressionado pelas dificuldades em fazer o ajuste fiscal, Haddad não explicou por que recomendou o artigo. Mas deu visibilidade ao remédio proposto por Borges. Desde então, o artigo é tema de debates em círculos econômicos e políticos.

    Poucos dias após a postagem do ministro, foi a vez de a ministra do Planejamento, Simone Tebet, defender a desvinculação das aposentadorias, pensões e outros benefícios do piso salarial. Houve reação imediata da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que afirmou que a ideia contraria “o programa do governo eleito”, historicamente defensor do aumento de gastos sociais.

    O assunto e, em particular, a recomendação de Haddad repercutiram também nos sites esquerdistas. O Brasil 247 sugeriu que o ministro caiu “no canto da sereia” e está empolgado em agradar o “povo da Faria Lima”, jargão usado pelo governo para o mercado financeiro. “Será que seria especular demais que Haddad busca ser a tal terceira via, mesmo inserido em um governo com programa voltado ao social, como o de Lula?”, questionou a publicação.

    Luis Nassif, colunista econômico, alertou em seu blog no site CGN para os “perigos” da ideia da desvinculação, denunciando que “com o artigo de Bráulio desfaz-se o mistério sobre o modelo fiscal pretendido pelo governo”. E disparou: “Se o governo Lula não apresentar o contraponto de um plano concreto de desenvolvimento, fundado no setor produtivo, na organização das pequenas e médias empresas e no apoio às grandes, o próximo 1.º de maio será realizado em alguma academia de dança de salão”.

    Nesta quinta-feira (9), após dias de silêncio, Haddad disse não conhecer a proposta de Tebet e afirmou não ver “muito espaço” para a discussão no governo.

    Principal gasto a ser atacado é a Previdência, diz economista

    Borges fundamenta as suas preocupações, demostrando que a principal rubrica a ser “atacada” para restaurar o equilíbrio fiscal brasileiro é a Previdência.

    Segundo ele, pouco mais de 75% do aumento da despesa primária total da União entre 1986-88 e 2016 se deveu ao aumento do gasto com o RGPS, responsável pelas aposentadorias do setor privado e parte do setor público.

    “Excluindo o RGPS, a despesa da União está hoje (2024) em pouco menos de 11% do PIB, cerca de 1 p.p. acima dos 10% de 1986-88. Quando se exclui, além do RGPS, os gastos com o programa Bolsa Família (criado no começo dos anos 2000 e ampliado nos anos subsequentes), a despesa primária da União está hoje em 9,5% do PIB, abaixo dos 10% de 1986-88 e ao nível semelhante ao observado em 2005-07”, diz o economista.

    Nesta conta entram despesas com pessoal, de custeio, de investimentos, emendas parlamentares, subsídios explícitos, seguro-desemprego, Benefício de Prestação Continuada (BPC, pago a pessoas idosas ou com deficiência) e outras.

    Autor prega ajuste das contas públicas pela receita e pela despesa

    O autor rompe com a análise polarizada de defesa de ajustes fiscais. O teto de gastos, implantado no governo Temer, focava o ajuste na contenção das despesas. O NAF, por sua vez, mira apenas a arrecadação. Borges vê necessidade de conciliar as duas pontas da questão. Ele incluiu na solução um aumento de carga tributária – o único foco do governo até agora.

    “Convém lembrar que a literatura empírica de consolidações fiscais aponta que, em média, ajustes bem-sucedidos são compostos de parcelas relativamente iguais de redução de gastos e aumento de carga em % do PIB”, diz Borges.

    A busca por algum aumento de carga, para ele, parece adequada por outras razões. “Uma delas é que parte da deterioração fiscal estrutural brasileira observada na década passada adveio de uma redução da carga bruta federal, da ordem de 1,9 p.p. do PIB entre 2008 e 2019, revertendo quase 40% do aumento colocado em prática em 1999-2004”, justifica.

    “Esse processo de redução da carga iniciou em dezembro de 2007, quando o Congresso, em contraposição à vontade do Executivo, não prorrogou a vigência da CPMF até 2011, tributo que arrecadava cerca de 1,3% do PIB por ano desde 2000”, diz.

    Além disso, o economista recorda o populismo fiscal dos anos finais do governo de Dilma Rousseff (PT), na esteira dos movimentos populares de junho de 2013, como a expressiva ampliação do Simples Nacional, com renúncias fiscais associadas ao programa. Salienta que, mais tarde, o governo não compensou, na alíquota de PIS/Cofins, a perda de arrecadação gerada pela exclusão do ICMS da base de cálculo desses tributos federais, na chamada “tese do século”, julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    O estancamento desse processo de queda da carga só se deu nos anos mais recentes, a partir de 2021. Neste ínterim, outro fator preponderante contribuiu para justificar, na avaliação do autor, o aumento da carga tributária: a criação de uma nova despesa permanente, associada à expansão do Bolsa Família, que passou de um gasto de cerca de 0,4% do PIB até 2019 para cerca de 1,5% de 2023 em diante.

    Por isso, em paralelo com as medidas de ajuste do arcabouço, o autor defende elevar de forma estrutural também as receitas previdenciárias, partindo dos atuais 5,5% do PIB. E propõe uma desoneração horizontal da folha de pagamentos – e não focada em alguns setores, como é hoje – para reduzir a informalidade e a chamada “pejotização”.

    “[Isso] envolve, dentre outras coisas, reduzir os subsídios (renúncias de receitas) associados ao MEI e ao Simples Nacional (muitos deles gerando iniquidade horizontal, além de serem atuarialmente muito deficitários em termos per capita, sobretudo o MEI), bem como promover uma desoneração horizontal da folha de pagamentos que reduza a taxa de informalidade do mercado de trabalho brasileiro e a ‘pejotização’,” escreve.

    No momento, porém, o que Haddad buscou foi um acordo com o Congresso para reonerar a folha dos setores que eram contemplados pela desoneração. O combinado na noite de quinta-feira (9) foi manter a desoneração de 17 setores neste ano, com reoneração gradual de 2025 em diante.

    Imposto Seletivo pode ajudar, diz economista

    Ainda do lado das receitas, o economista argumenta que o futuro Imposto Seletivo (IS) será relevante para o equilíbrio das contas. Previsto na reforma tributária e pendente de regulamentação pelo Congresso, o chamado “imposto do pecado” incidiria sobre hidrocarbonetos (petróleo e gás), bebidas alcoólicas, cigarros, dentre outros produtos considerados nocivos à saúde humana e ao meio ambiente.

    “Um IS bem calibrado, além de gerar receitas fiscais relevantes, também pode aumentar o bem-estar da sociedade e reduzir os gastos públicos e privados com saúde. Em particular, um estudo recente do Banco Mundial apontou que o aumento de arrecadação associado à introdução gradativa de um carbon tax (um tipo de IS) é expressivo, de mais de 1% do PIB, e relativamente persistente”, diz.

    Para Borges, parte dessas receitas poderia contribuir para “financiar” uma redução da alíquota padrão de IBS-CBS no novo sistema tributário. Outra parte poderia ajudar a financiar a transição energética e uma terceira parcela contribuiria para melhorar o resultado primário do governo.

    [ad_2]

    Fonte: Notícias ao Minuto

    artigo compartilha contas esquerda Haddad públicas reage sobre
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegram Reddit Email
    Previous ArticlePetrobras anuncia mudanças que podem reduzir preço do gás natural
    Next Article MDIC habilita mais 14 empresas em programa de mobilidade verde

    Related Posts

    Comissão da Câmara debate perfil do caminhoneiro autônomo e políticas públicas para a categoria

    agosto 12, 2024

    5 questões sobre Olimpíada que caíram no vestibular: com reloginho na tela, tente acertar todas a tempo

    agosto 7, 2024

    ‘Paraíso desconhecido e intocado do Pantanal’: descubra curiosidades sobre a Serra do Amolar | Globo Repórter

    agosto 3, 2024

    Lula diz que imposto sobre herança no Brasil ‘é nada’ perto do que é pago nos Estados Unidos | Política

    julho 23, 2024

    TOMATE/CEPEA: Temperaturas acima da média mantêm pressão sobre cotações – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

    julho 22, 2024

    Palco de ‘Despacito’, rota de furacões e cidade mais antiga dos EUA: descubra curiosidades sobre Porto Rico | Globo Repórter

    julho 20, 2024
    Últimas Notícias

    Eleições 2024 em Macaé (RJ): veja os candidatos a prefeito e a vereador

    agosto 17, 2024

    Fies: CGU aplica primeira pena a instituição de ensino envolvida em esquema de fraude

    agosto 15, 2024

    Processos envolvendo Fies triplicaram de 2022 para 2023: ‘minha mãe vendeu uma casa de R$ 350 mil para eu cursar medicina’ | Educação

    agosto 15, 2024

    VÍDEO: Conheça o maior circuito de tirolesas da América Latina que chega a 400m de altura e até 120 km/h no ES | Norte e Noroeste – ES

    agosto 15, 2024
    Eita Gota

    Eita Gota é um Portal de Notícias com conteúdo diferenciado para os mais variados públicos. Qualidade da informação e notícias populares. Conta com Classificados e um Guia Comercial cheio de recursos.

    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    © 2026 Eita Gota | Todos os direitos reservados. | Desenvolvido por Network F5

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.