Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Eita Gota
    • Home
    • Brasil
    • Economia
    • Esportes
    • Mundo
    • Política
    • Ver Mais
      • Nordeste
    • Alimentação e Saúde
    Eita Gota
    Home»Culinária»Por que uísques japoneses estão tão caros? – 02/05/2024 – Comida
    Culinária

    Por que uísques japoneses estão tão caros? – 02/05/2024 – Comida

    Eita GotaBy Eita Gotamaio 2, 2024
    WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Email

    [ad_1]

    Inaugurado em setembro de 2023, na sobreloja do restaurante Kuro, no Jardim Paulista, em São Paulo, o bar Shiro parece um portal mágico que teletransporta a clientela para Tóquio.

    Sócio da casa, que tem menos de 40 m² e apenas dez banquetas, Gerard Barberan trouxe dos bares da capital japonesa a ideia da ambientação, as receitas dos coquetéis e até alguns uísques, escondidos na mala.

    Mas desavisados que não estão a par da paixão do paulistano pelos uísques japoneses podem se assustar com os preços. O Hibiki 21 anos, que acumula uma penca de prêmios de melhor uísque blended do mundo pela World Whisky Awards, desbancando os melhores escoceses, sai pela bagatela de R$ 650 –esse é o preço da dose.

    Na loja Alexandrion Experience, unidade da rede romena especializada em single malts, há etiquetas com cinco dígitos. É o caso do Yamazaki 18 anos Mizunara, que sai por R$ 13.600 –o lugar funciona como clube do uísque e o cliente pode deixar a garrafa por lá, para degustar as doses no rooftop.

    A moda é global. Começou em 2003, desembarcou por aqui cerca de uma década depois e parece estar no auge, pois nunca se pagou tão caro pelos uísques que vêm do outro lado do mundo.

    Diversos fatores explicam as altas cifras, a começar pela raridade dos produtos –como as destilarias japonesas não têm capacidade de produzir o suficiente para suprir todos os mercados, os preços estão em alta em todos os países consumidores.

    “O estoque dos uísques maturados mal existe. Alguns rótulos no topo das linhas viraram objetos de colecionador. Até mesmo no Japão, o The Yamazaki 18 anos já custa mais do que um Macallan 18 anos”, afirma Mauricio Porto, proprietário do bar Caledonia Whisky & Co., em São Paulo, e autor do blog O Cão Engarrafado.

    A falta de concorrência contribui para a escalada dos preços. Há três grandes produtores no Japão –The House of Suntory, Nikka e Kirin–, mas somente o primeiro tem operação própria no Brasil, por meio da Beam Suntory.

    O portfólio da Suntory vai do The Chita, um single grain sem idade, considerado uma porta de entrada para o universo dos uísques japoneses, ao caro Hibiki 21 anos. Entre um e outro estão alguns single malts envelhecidos, mas não tanto, como o Yamazaki 12 anos.

    Para entender o culto mundial ao uísque japonês, é preciso conhecer algumas particularidades da produção. Faz muito pouco tempo que os japoneses conheceram a bebida –as primeiras garrafas importadas dos Estados Unidos chegaram à ilha em 1853, mas foi nos anos 1920 que o empreendedor Shinjiro Torii e o químico Masataka Taketsuru cismaram de reproduzir a bebida em casa.

    Embora a dupla tenha aprendido os segredos da produção em destilarias escocesas, uísques japoneses têm identidade própria. Os alambiques, por exemplo, são aquecidos por fogo direto, técnica que a Escócia trocou pelo vapor por questões de economia e segurança.

    “Os japoneses são conservadores. O fogo direto gera uma queima maior de alguns compostos, o que resulta em aromas mais caramelizados. Mas eles não se destacam. As destilarias do Japão chegam a resultados equilibrados, sem que qualquer sabor extremo se sobreponha aos demais”, Porto explica.

    A bebida é envelhecida em barris de mizunara, madeira conhecida como “carvalho japonês”. Clara e bastante porosa, é oriunda de duas espécies e extraída quando as árvores têm entre 200 e 300 anos de idade. Segundo Porto, um barril de mizunara pode custar o equivalente a 20 barris de carvalho americano.

    Tantos requintes na produção inspiram sofisticação extra no balcão do bar. Barberan trouxe os copos do Shiro do Japão. “Notamos que, por lá, é normal beber até cerveja em copos finos e elegantes. O contato da boca com o copo realmente muda o conteúdo e quis trazer essa experiência para cá”, conta.

    O gelo, ele emenda, é outro astro do serviço. “Eles trabalham com blocos irregulares e muito transparentes, que não derretem fácil e permitem desfrutar da temperatura por mais tempo”, explica. “Instalamos luzes no balcão, embutidas sob uma grelha de vidro preto fosco, que são ligadas quando servimos os copos com gelo, para realçar a brincadeira.”

    Pelo preço, os uísques japoneses não são amplamente usados em coquetéis. Mas uma receita é praticamente obrigatória para quem descobre esse universo: o highball (ou haiboru, em japonês), mistura de uísque com club soda, servido em caneca ou copo alto com gelo.

    Nos izakayas japoneses, Barberan notou que a bebida vem substituindo a cerveja. “Você entra no bar mais simples e vê paredes cobertas de pôsteres de highball. Deve ser pela cultura da moderação, já que ele tem menos calorias e teor alcoólico menor do que a cerveja.”

    Além do highball clássico (R$ 70), a carta do Shiro oferece o tosuto (R$ 80), à base de uísque japonês, arroz tostado, aka missô (pasta de soja de longa fermentação), xarope de mel e limão, e o dramble chita (R$ 110), com limão-siciliano e licor de amora.

    No Caledonia Whisky & Co., o coquetel 7 samurai (R$ 49) leva o uísque The Chita, saquê, gim Nib Pera e licor de yuzu.

    Apesar do apelo da coquetelaria, são as doses que mais atraem os amantes do uísque japonês. “Ainda há um certo preconceito de que é pecado diluir um bom uísque. Quando o cliente quer conhecer, prefere provar puro”, diz o dono do Shiro.

    Para iniciantes, Mauricio Porto sugere como primeiro passo o Hibiki 17 anos. Trata-se de um uísque equilibrado, ele justifica, que resume a técnica japonesa e deu origem à moda global –em 2003, o filme “Encontros e Desencontros”, dirigido por Sofia Coppola e protagonizado por Bill Murray, conta a história de um ator decadente contratado para estrelar a campanha publicitária do rótulo.

    Glossário do uísque


    Single Grain: Uísque produzido em uma única destilaria, mas que não segue uma ou mais regras do single malt. Pode ser produzido de cevada maltada, por exemplo, mas em destiladores contínuos. Ou é produzido com dois ou mais grãos.

    Single Malt: Uísque produzido somente com cevada maltada, destilado em alambiques de cobre em uma única destilaria.

    Blended Whisky: É a mistura de, no mínimo, um single malt com um single grain. Geralmente, a combinação envolve dez ou mais uísques diferentes.

    Fonte: Mauricio Porto, do Caledonia Whisky & Co.

    Veja a seguir onde encontrar uísques japoneses em São Paulo

    Alexandrion Experience

    R. Oscar Freire, 512, Jardim Paulista; Instagram @alexandrionexperiencebrasil

    The Chita – R$ 469 a garrafa

    Hakushu Distillers Reserve – R$ 1.009 a garrafa

    The Yamazaki Distillers Reserve – R$ 1.059 a garrafa

    The Yamazaki 12 anos – R$ 1.299 a garrafa

    Hakushu 18 anos – R$ 10.999 a garrafa

    Yamazaki 18 anos Mizunara – R$ 13.600


    Bar do Naga

    R. Bandeira Paulista, 392, Itaim Bibi; Instagram @bardonaga

    The Chita – R$ 60 a dose

    Hibiki 17 anos – R$ 98 a dose


    Baretto

    R. Vitório Fasano, 88, Jardim Paulista; site fasano.com.br

    The Chita – R$ 145 a dose

    The Yamazaki 12 anos – R$ 300 a dose

    Hibiki 12 anos – R$ 190 a dose


    Beefbar

    R. Barão de Capanema, 320, Jardim Paulista; Instagram @beefbar_saopaulo

    The Chita – R$ 79 a dose

    Hibiki Japanese Harmony – R$ 104 a dose

    The Yamazaki Single Malt – R$ 109 a dose

    Hakushu Single Malt – R$ 145 a dose


    Caledonia Whisky & Co.

    R. Vupabussu, 309, Pinheiros; Instagram @caledoniabar

    The Chita – R$ 50 (25 ml) e R$ 100 (50 ml)

    Hakushu 12 anos – R$ 95 (25 ml) e R$ 190 (50 ml)

    Yamazaki 18 anos Edição do 100º aniversário – R$ 1.356 (25 ml) e R$ 2.712 (50 ml)


    Jordão Bar

    R. Apucarana, 1.452, Tatuapé; Instagram @jordaobar

    Hibiki 17 anos – R$ 129,90 a dose, R$ 1.390 a garrafa


    Martin Bar

    R. Apucarana, 1490, Tatuapé; site martinbar.com.br

    Hibiki Japanese Harmony – R$ 129,90 a dose, R$ 1.390 a garrafa

    Yamazaki 12 anos – R$ 179,90 a dose, R$ 1.990 a garrafa

    The Chita – R$ 84,90 a dose, R$ 920 a garrafa


    Nagayama

    R. Bandeira Paulista, 369, Itaim Bibi; Instagram @restaurantenagayama

    Kakubin – R$ 77 a dose

    The Chita – R$ 93,50 a dose

    Hibiki 17 anos – R$ 130 a dose


    Shiro

    R. Padre João Manuel, 712, Jardim Paulista; Instagram @shirococktailbar

    Yoichi Nikka – R$ 170 a dose

    Ichiros Limited Edition – R$ 210 a dose

    The Chita – R$ 99 a dose

    Yamazaki 12 anos – R$ 180

    Hibiki 21 anos – R$ 650 a dose



    [ad_2]

    Fonte: Folha de São Paulo

    alimentação bares bebida caros Comida estão folha gastronomia japoneses por restaurante restaurantes São Paulo São Paulo - Estado tão Uísque uísque japonês uísques
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegram Reddit Email
    Previous ArticleReceita: pisco sour, o drinque típico do Peru – 01/05/2024 – Comida
    Next Article INSS começa a pagar 13º antecipado a quem recebe acima do mínimo

    Related Posts

    Por que a Disney alega que assinante do Disney+ não pode processar empresa por morte da mulher em parque

    agosto 14, 2024

    Pratos para dividir são a nova aposta dos restaurantes – 14/08/2024 – Restaurantes

    agosto 14, 2024

    Café puxa alta da Nestlé, que busca Brasil por meta de CO2 – 14/08/2024 – Café na Prensa

    agosto 14, 2024

    Pizza de larva de besouro faz Brasil campeão das comidas nojentas – 13/08/2024 – Cozinha Bruta

    agosto 13, 2024

    Le Cordon Bleu harmoniza hambúrgueres e cervejas em evento – 13/08/2024 – Restaurantes

    agosto 13, 2024

    Golpe da raiz quadrada: por que truque de matemática ensinado nas redes pode 'roubar' seus pontos no Enem?

    agosto 13, 2024
    Últimas Notícias

    Eleições 2024 em Macaé (RJ): veja os candidatos a prefeito e a vereador

    agosto 17, 2024

    Fies: CGU aplica primeira pena a instituição de ensino envolvida em esquema de fraude

    agosto 15, 2024

    Processos envolvendo Fies triplicaram de 2022 para 2023: ‘minha mãe vendeu uma casa de R$ 350 mil para eu cursar medicina’ | Educação

    agosto 15, 2024

    VÍDEO: Conheça o maior circuito de tirolesas da América Latina que chega a 400m de altura e até 120 km/h no ES | Norte e Noroeste – ES

    agosto 15, 2024
    Eita Gota

    Eita Gota é um Portal de Notícias com conteúdo diferenciado para os mais variados públicos. Qualidade da informação e notícias populares. Conta com Classificados e um Guia Comercial cheio de recursos.

    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    © 2026 Eita Gota | Todos os direitos reservados. | Desenvolvido por Network F5

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.