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    Home»Economia»Haddad anuncia grupo para debater isenção previdenciária a religiosos
    Economia

    Haddad anuncia grupo para debater isenção previdenciária a religiosos

    Eita GotaBy Eita Gotajaneiro 19, 2024
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    Ícone Notícias

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    Na manhã desta sexta-feira (19), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se com lideranças da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) e membros da Receita Federal para debater o ato editado pelo órgão nesta quarta-feira (17), que suspendeu medida anterior que diferenciava o valor recebido por líderes religiosos a título da chamada “prebenda pastoral” e de remuneração direta.

    Na prática, com a mudança, parte dos valores pagos a padres
    e pastores que anteriormente estavam isentos de contribuição previdenciária
    poderiam passar a ser tributados. A medida não interfere, entretanto, no
    pagamento do Imposto de Renda por líderes religiosos, que é tributado normalmente.

    A medida gerou uma série de críticas por parte da bancada evangélica,
    que apontou perseguição do governo a cristãos, o que motivou a reunião de lideranças
    evangélicas com Haddad. Após a reunião, o ministro anunciou que seria criado um
    grupo de trabalho com membros do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Advocacia-Geral
    da União (AGU) para “dirimir controvérsias” sobre a
    interpretação da lei.

    Segundos as leis 8.212/91 e 10.170/2000, a retribuição
    financeira concedida pela dedicação ao ministério pastoral não é considerada
    remuneração direta e, portanto, é isenta de contribuição previdenciária; ou
    seja, não existe incidência de 20% do valor referente ao INSS.

    Em julho de 2022, a equipe técnica da Receita em julho de
    2022 editou ato que ampliou essa isenção da cota patronal do INSS para, além da
    prebenda, abranger benefícios indiretos aos líderes religiosos “em função de
    critérios como antiguidade na instituição, grau de instrução, irredutibilidade
    dos valores, número de dependentes, posição hierárquica e local do domicílio”,
    segundo os termos do ato. Essa medida foi anulada nesta quarta, com novo ato da
    Receita.

    “Suspendemos o ato [de 2022] e estabelecemos um grupo de
    trabalho para interagir tanto com a AGU, na pessoa do ministro Jorge Messias, quanto
    com o TCU, para entender como interpretar a lei que foi aprovada pelo Congresso
    de maneira a não criar problemas para os servidores públicos da Receita, que
    obviamente querem cumprir a lei, nem para prejudicar ou beneficiar quem quer
    que seja”, disse Haddad a jornalistas após o encontro.

    “Como há dúvidas em respeito à interpretação, vamos avançar
    nessa direção para estabelecer a interpretação definitiva. Aí o auditor cumpre
    o que a lei diz”, prosseguiu o ministro. Haddad disse que não houve revogação
    nem convalidação dos critérios anteriores, mas sim uma “suspensão para entender
    o que a lei diz e cumprir a lei”.

    Magno Malta critica pedido de lideranças evangélicas para debater mudanças com o governo

    Nesta quinta-feira (18), o líder da bancada evangélica no
    Senado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que conversou com Fernando
    Haddad sobre a decisão da Receita Federal e disse que ficou alinhada a formação
    do grupo de trabalho “para avaliar e definir todas as medidas necessárias para
    manter a isenção das igrejas”.

    A interlocução foi questionada pelo senador Magno Malta
    (PL-ES), que também integra a bancada. Para Malta, o pedido representa “beijar
    a mão” de membros do governo. Ele afirmou também que outros importantes membros
    da frente parlamentar – como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o
    senador Jorge Seif (PL-SC) e o senador Marcos Rogério (PL-RO) – não foram
    consultados sobre e não concordam com as reuniões anunciadas.

    “A isenção fiscal para igrejas é um direito previsto na
    Constituição, que se estende também a sindicatos e partidos políticos. Isso não
    é um favor do governo, mas sim um direito constitucional. Respeito o senador
    Carlos Vianna, mas esta questão vai além da política do dia a dia. Pastores não
    têm a obrigação de beijar a mão de Haddad, Lula ou Rui Costa. A nossa luta
    é outra”, declarou Magno Malta.

    O senador também disse que em conversa com Damares, Seif e Rogério, todos concordaram que “toda essa situação envolvendo líderes religiosos é mais uma ação entre muitas outras que mostram que o governo Lula não dialoga e nem tem respeito pelos cristãos. Ele está cumprindo uma promessa de campanha. ‘Colocar os pastores em seus devidos lugares’”, afirmou.

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    Fonte: Notícias ao Minuto

    anuncia debater Grupo Haddad isenção para previdenciária religiosos
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