Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Eita Gota
    • Home
    • Brasil
    • Economia
    • Esportes
    • Mundo
    • Política
    • Ver Mais
      • Nordeste
    • Alimentação e Saúde
    Eita Gota
    Home»Cultura»Em 2023, Lula tentou exorcizar bolsonarismo na cultura – 29/12/2023 – Ilustrada
    Cultura

    Em 2023, Lula tentou exorcizar bolsonarismo na cultura – 29/12/2023 – Ilustrada

    Eita GotaBy Eita Gotadezembro 29, 2023
    WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Email

    [ad_1]

    O ano começou com destruição na cultura. Em 8 de janeiro, seguidores do ex-presidente Bolsonaro invadiram o Congresso Nacional e depredaram obras de artistas como Brecheret, Athos Bulcão, Di Cavalcanti e Frans Krajcberg. Os vândalos até mesmo urinaram sobre uma tapeçaria de Burle Marx.

    Ao todo, 78 obras foram danificadas, sendo 14 no Senado e 64 na Câmara dos Deputados, provocando um prejuízo de mais de R$ 2 milhões.

    Esse cenário de certa forma é uma metáfora para a principal tarefa de Margareth Menezes à frente do Ministério da Cultura – reconstruir um órgão que, a exemplo da escultura “Bailarina”, de Brecheret, foi atacado e quase destruído sob o governo Bolsonaro.

    A nova gestão termina o ano com a necessidade de promover ajustes na Lei Rouanet e sancionar a cota de tela, projeto que se arrastava há anos no Congresso e que só foi aprovado no Senado este mês.

    A medida protege o cinema nacional ao tornar obrigatória a exibição de obras brasileiras nas salas por um número de dias fixos. No entanto, a cota venceu em 5 de setembro de 2021 e nada a substituiu.

    Como resultado, praticamente todos os filmes nacionais ficam relegados a sessões anteriores às quatro da tarde, horário em que os cinemas ficam mais vazios.

    O audiovisual também está atento aos debates em torno da regulação do streaming. A medida prevê cobrança de impostos a plataformas como Netflix e a criação de uma cota para obras nacionais nesses serviços. Em novembro, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou a proposta, que foi encaminhada para a Câmara.

    Além dessas discussões, o ano foi marcado pela reestruturação da Lei Rouanet, o mais importante mecanismo de fomento cultural do Brasil.

    Em janeiro, a pasta anunciou a liberação de quase R$ 1 bilhão em recursos da medida que haviam sido bloqueados na gestão anterior. Durante seu mandato, Bolsonaro promoveu uma série de mudanças que enfraqueceram o instrumento de incentivo.

    Ele reduziu o cachê de artistas para R$ 3.000 —uma diminuição de mais de 93% no valor que era permitido até então, de R$ 45 mil — e paralisou a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, a Cnic.

    Considerado essencial para o funcionamento da Rouanet, o colegiado é formado por 21 membros da sociedade civil e tem como objetivo garantir transparência na aprovação dos projetos.

    Em março, o presidente Lula assinou um decreto desfazendo essas mudanças. Devolveu protagonismo à Cnic, aumentou o cachê dos artistas para R$ 25 mil e criou mecanismos para combater a centralização de recursos no Sul e no Sudeste.

    Embora o decreto tenha sido bem recebido no setor, especialistas consideram importante promover ajustes.

    “Um dos pontos é a dificuldade dos proponentes em relação aos valores dos cachês”, diz Aline Akemi Freitas, advogada especialista na Lei Rouanet. “Alguns desses valores não retomaram ao patamar anterior ao governo Bolsonaro. Considerando a inflação desse período, a queda fica mais expressiva.”

    Akemi afirma também que falta regulamentar a prescrição das prestações de contas não analisadas. De acordo com ela, esse tema é importante porque o Estado cobra documentos de projetos concluídos há mais de 15 anos em razão da morosidade nas análises.

    Como poucos agentes culturais guardam papeladas tão antigas, é comum que a prestação de contas acabe reprovada. “Nesse caso, o não reconhecimento da prescrição torna infinito o prazo que o Estado tem para cobrar o proponente”, diz Akemi.

    No começo deste ano, por exemplo, a Ancine anistiou a prestação de contas de cerca de 4.000 filmes e séries com base em uma resolução do TCU, o Tribunal de Contas da União. Em 2022, o órgão publicou uma norma estabelecendo em cinco anos o prazo para analisar prestações de contas. Depois desse período, a entidade não pode mais fazer cobranças, uma vez que o processo prescreveu.

    A centralização de recursos no Sul e no Sudeste é outro gargalo da Lei Rouanet que persiste a despeito das promessas da ministra Margareth de acabar com o problema. Para tentar resolver a questão, o MinC incluiu no decreto de março a possibilidade de repassar os recursos da Rouanet por meio de editais públicos.

    Dessa forma, a pasta conseguiria atuar junto aos patrocinadores, estabelecendo diretrizes e critérios que terão de ser respeitados nos editais. No entanto, a medida ainda não surtiu efeito.

    Dados do Ministério da Cultura mostram que 69% do R$ 1,2 bilhão que foi captado de janeiro ao dia 18 de dezembro estão no Sudeste e 16% no Sul. A região Nordeste vem logo depois (8%), seguida pelo Norte (3%) e Centro-Oeste (2%).

    Para Danilo César, historiador e produtor cultural, o Estado poderia diminuir a concentração patrocinando projetos por meio de suas estatais e autarquias. “Acho que teve um começo importante esse ano, com a ‘Rouanet nas Favelas’ e a ‘Rouanet Norte'”, diz ele, referindo-se a iniciativas que o MinC criou para democratizar recursos. “Mas pode e deve melhorar a partir do ano que vem e dos demais.”

    Ele diz também ser importante que o MinC aprimore mecanismos de participação social na gestão pública e fortaleça instrumentos de controle sobre a execução de políticas culturais. “Tem uma grande quantidade de recursos que não necessariamente está sendo bem executada pelos estados e municípios, algo que precisa ser aprimorado.”

    Agentes culturais dizem que é isso que está acontecendo com a implementação da Lei Paulo Gustavo em São Paulo.

    O estado é a região do país que recebeu mais recursos da medida, criada para ajudar o setor cultural a se recuperar dos prejuízos causados pela pandemia. Foram aportados por volta de R$ 356 milhões para o estado e R$ 372,4 milhões para as suas 645 cidades, totalizando R$ 728,7 milhões.

    Ocorre que a Secretaria da Cultura de São Paulo publicou editais que desagradaram parte do setor cultural paulista. Profissionais consideram que os documentos estimulam a centralização de recursos e negligenciam o interior paulista. Por esse motivo, a Defensoria Pública da União (DPU) entrou com uma ação para suspendê-los.

    O pedido foi acatado judicialmente em 25 de outubro, mas o governo de São Paulo recorreu e a decisão foi revogada.

    “A secretária da Cultura criou uma série de impedimentos que deixaram uma grande parte do setor de fora”, afirmou Caio Martinez, articulador do FLIGSP, o Fórum de Artes do Litoral, Interior e Grande São Paulo.

    De acordo com ele, um dos impedimentos é a exigência de no mínimo cinco anos de existência para que empresas possam pleitear os recursos. Agentes culturais dizem que essa exigência é problemática por excluir empresas mais novas e ignorar que muitas delas faliram durante a pandemia.

    Outro ponto que é alvo de crítica é a falta de cotas para produtores de fora da capital em segmentos como filmes e séries.

    “A interiorização dos recursos e o reconhecimento do interior era uma das bandeiras do governador Tarcísio”, diz Martinez. “Mas a gente não viu nenhuma vez isso acontecer. Muito pelo contrário.”

    Produtores culturais paulistas também dizem que a falta de atenção às suas demandas foi um problema recorrente ao longo deste ano.

    “Até teve diálogo com a secretaria, mas não teve escuta”, diz Kalyell Ventura, presidente da Icine, o Fórum de Cinema do Interior Paulista. “Não posso dizer que não teve espaço de interlocução, mas eu não acredito na efetividade deles, dado o perfil de como esses diálogos acontecem.” Procurada pela Folha, a pasta não quis comentar as críticas.

    O destino do Museu da Casa Brasileira foi outro motivo de crise na política cultural paulista. Em abril, a instituição perdeu sua sede, o solar Crespi Prado, na avenida Faria Lima, que pertence à Fundação Padre Anchieta (FPA).

    A Secretaria da Cultura, à qual o museu pertence, e a FPA, dona do casarão e gestora da instituição desde janeiro do ano passado, encerraram o convênio de administração. Por isso, a pasta decidiu transferir a instituição para a Casa Modernista, na Vila Mariana, bairro da zona sul de São Paulo.

    No entanto, a Justiça suspendeu a desocupação do solar Crespi Prado pela instituição, única do país dedicada à arquitetura e ao design. A secretaria diz que o museu continua funcionando em sua antiga sede e que parte do acervo está em uma reserva técnica.

    “A manutenção do espaço é feita regularmente sob a supervisão de um museólogo responsável que zela pelas rotinas de conservação e salvaguarda de todo o acervo”, diz a pasta.

    [ad_2]

    Fonte: Uol

    bolsonarismo cultura exorcizar folha governo federal Ilustrada jair bolsonaro Lula Ministério da Cultura política presidente do Brasil PT tentou
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegram Reddit Email
    Previous Article23 de outubro de 2023 – Guerra Israel-Hamas
    Next Article Homem é preso por tentativa de feminicídio em Arara, no interior da Paraíba

    Related Posts

    Café puxa alta da Nestlé, que busca Brasil por meta de CO2 – 14/08/2024 – Café na Prensa

    agosto 14, 2024

    Pizza de larva de besouro faz Brasil campeão das comidas nojentas – 13/08/2024 – Cozinha Bruta

    agosto 13, 2024

    Sopa francesa de cebola é refeição revigorante para noites frias – 12/08/2024 – Receitas do Marcão

    agosto 12, 2024

    Já sentiu na taça o retrogosto do dinheiro? – 12/08/2024 – Isabelle Moreira Lima

    agosto 12, 2024

    Identidade da cozinha italiana é artificial, diz livro – 12/08/2024 – Comida

    agosto 12, 2024

    Ráscal reúne 62 receitas em ‘Nossos Almoços de Família’ – 12/08/2024 – Comida

    agosto 12, 2024
    Últimas Notícias

    Eleições 2024 em Macaé (RJ): veja os candidatos a prefeito e a vereador

    agosto 17, 2024

    Fies: CGU aplica primeira pena a instituição de ensino envolvida em esquema de fraude

    agosto 15, 2024

    Processos envolvendo Fies triplicaram de 2022 para 2023: ‘minha mãe vendeu uma casa de R$ 350 mil para eu cursar medicina’ | Educação

    agosto 15, 2024

    VÍDEO: Conheça o maior circuito de tirolesas da América Latina que chega a 400m de altura e até 120 km/h no ES | Norte e Noroeste – ES

    agosto 15, 2024
    Eita Gota

    Eita Gota é um Portal de Notícias com conteúdo diferenciado para os mais variados públicos. Qualidade da informação e notícias populares. Conta com Classificados e um Guia Comercial cheio de recursos.

    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    © 2026 Eita Gota | Todos os direitos reservados. | Desenvolvido por Network F5

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.